Ovos, jejum e álcool: o que a ciência diz?
Desmistificamos o consumo de ovos, o impacto do jejum intermitente e os riscos do álcool para a saúde, baseando-nos em estudos recentes.

No universo da saúde e bem-estar, muitas informações circulam, especialmente com o avanço da tecnologia e o acesso facilitado a dietas e hábitos promovidos nas redes sociais. No entanto, a ciência por trás dessas práticas nem sempre é clara. Este artigo busca trazer luz sobre o impacto do consumo de ovos em órgãos vitais, a real eficácia do jejum intermitente para perda de peso e o que realmente prejudica o coração quando se trata de bebidas alcoólicas.
Ovos e seus efeitos no organismo
Ovos são uma fonte rica de nutrientes, mas seu consumo pode gerar dúvidas. Entender como eles afetam órgãos como fígado, pâncreas e rins é fundamental, especialmente para indivíduos com condições preexistentes. Enquanto para a população em geral o ovo é considerado seguro e benéfico, pessoas com doenças hepáticas, renais ou pancreáticas podem precisar moderar a ingestão, pois esses órgãos são responsáveis pelo metabolismo e excreção de componentes do ovo. A orientação de um profissional de saúde é sempre recomendada para determinar a quantidade adequada para cada indivíduo, garantindo que os benefícios nutricionais não se transformem em riscos.
Jejum intermitente: entusiasmo x evidências
Nas redes sociais, o jejum intermitente é frequentemente celebrado como uma solução mágica para perda de peso e melhoria da qualidade de vida. Contudo, uma análise aprofundada de 22 estudos publicados sobre o tema, divulgada pela BBC News Brasil, sugere um cenário mais cauteloso. Os resultados indicam que a prática pode ter um impacto mínimo ou inexistente na perda de peso e na qualidade de vida quando comparada a dietas tradicionais. Essa disparidade entre o entusiasmo popular e as evidências científicas reforça a necessidade de uma abordagem crítica em relação às tendências de saúde promovidas online.
Álcool e saúde cardiovascular: quantidade ou tipo?
O consumo de bebidas alcoólicas é um fator de risco conhecido para diversas doenças, incluindo as cardiovasculares. Um ponto de interrogação comum é se o que mais prejudica o coração é a quantidade ingerida ou o tipo de bebida. O cardiologista Vagner Ferreira, em declarações ao Metrópoles, esclarece que ambos os fatores são cruciais, mas a quantidade total de álcool consumida ao longo do tempo tem um impacto significativo e cumulativo na saúde do coração e dos vasos sanguíneos. Bebidas com maior teor alcoólico ou consumidas em excesso e com frequência elevam o risco de hipertensão, arritmias e outras complicações cardíacas graves. A moderação e a consciência sobre os limites de ingestão são essenciais para mitigar esses danos.
Em suma, a ciência nos convida a uma análise ponderada sobre hábitos de saúde. O consumo de ovos, o jejum intermitente e a ingestão de álcool devem ser abordados com base em evidências e orientação profissional, desmistificando modismos e priorizando o bem-estar individual e sustentável.