Saúde em Foco: Mpox, Dengue, Envelhecimento e Novas Vacinas
Novos casos de mpox e a primeira morte por chikungunya no ano acendem alerta. Paralelamente, avanços em vacinação e o impacto do envelhecimento na saúde são discutidos.

O cenário da saúde pública brasileira continua a apresentar desafios e avanços. Recentes notícias destacam a persistência de doenças infecciosas, como a mpox e a chikungunya, ao mesmo tempo em que novas frentes de combate, como vacinação contra a dengue, ganham espaço. Além disso, a influência do envelhecimento nas respostas do organismo a substâncias como o álcool e o papel de recursos naturais para o bem-estar também estão em pauta.
Alerta de Mpox e Arboviroses
A mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) segue sendo monitorada. Em Santos (SP), dois homens de 25 e 35 anos foram confirmados com a doença, ambos apresentando boa evolução e recebendo alta médica. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo registrou 44 casos em 2026 até a data do reporte. Em Porto Velho (RO), casos também foram registrados em homens na faixa etária de 20 a 40 anos, sem histórico recente de viagens. Essa disseminação local reforça a importância da vigilância contínua e da conscientização sobre os sintomas e formas de transmissão.
Em paralelo, o país registrou a primeira morte por chikungunya em 2026. Um bebê, com menos de um ano, faleceu em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT). O Estado tem tido um número expressivo de casos, e o óbito em Sinop também está sob investigação, segundo dados do painel de arboviroses do Ministério da Saúde. A chikungunya, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, é uma doença que exige atenção redobrada, especialmente em populações vulneráveis.
Avanços na Vacinação e o Papel do Envelhecimento
No combate a outras arboviroses, o Espírito Santo recebeu a primeira remessa de vacinas contra a dengue, produzidas pelo Butantan. Mais de 10 mil doses serão inicialmente destinadas aos profissionais da Atenção Primária à Saúde no estado. Este é um passo importante para a imunização e controle da doença, que historicamente afeta grande parte da população brasileira.
A relação entre idade e saúde também foi abordada. Estudos indicam que a capacidade do organismo de lidar com o álcool diminui com o passar dos anos. A tolerância ao álcool se reduz, elevando os riscos de problemas de saúde associados ao seu consumo em indivíduos mais velhos. Essa constatação sublinha a necessidade de adaptação das recomendações de saúde às diferentes faixas etárias e à fisiologia que muda com o tempo.
Por fim, mesmo em um contexto de novas tecnologias e vacinas, recursos naturais continuam a ser valorizados. Uma planta, muitas vezes esquecida, rica em fibras, potássio e magnésio, foi destacada por sua capacidade de regular o intestino e combater cãibras. Esse achado remete à sabedoria popular e à importância de explorar o potencial da biodiversidade brasileira para a promoção da saúde.
A diversidade de temas — desde o controle de doenças infecciosas até o bem-estar relacionado à idade e a medicina natural — demonstra a complexidade e a dinâmica do setor de saúde e tecnologia, áreas que o Brasil Saúde Conectada acompanha de perto.